Sobre o Museu

Memóriado território

Plataforma nascida no âmbito do projecto DIGARQ-2 com a missão de reunir, preservar, digitalizar e tornar acessível o conhecimento sobre a arqueologia em Angola.

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Participantes do Seminário de Imersão no MNARQ, Benguela
MNARQ · Benguela · 2026
Seminário de Imersão
Quem somos

A plataforma Arqueologia Angolana nasce no âmbito do projecto DIGARQ-2 com a missão de reunir, preservar, digitalizar e tornar acessível o conhecimento sobre a arqueologia em Angola.

Através da disponibilização digital de acervos, sítios arqueológicos, documentação científica, conteúdos educativos e recursos multimédia, a plataforma procura aproximar este património de investigadores, estudantes, docentes, comunidades e do público em geral.

O nome da plataforma é uma homenagem directa à obra Arqueologia Angolana, publicada por Carlos Ervedosa em 1980, considerada até hoje a primeira e única grande sistematização dedicada à arqueologia de Angola. Esta obra constitui uma referência fundamental para o conhecimento da disciplina no país e foi uma das principais inspirações para a criação da plataforma.

Ao recuperar este título, a plataforma reconhece o legado de Carlos Ervedosa e de todos aqueles que, antes e depois dele, contribuíram para o desenvolvimento da arqueologia angolana e das ciências do património. Mais do que preservar a memória desse percurso, a plataforma procura dar-lhe continuidade no presente, recorrendo às ferramentas digitais para ampliar o acesso, promover a investigação e tornar o património arqueológico angolano mais visível, partilhado e acessível.

Quem somos

Uma equipa científica e técnica ao serviço do património cultural de Angola.

Cronologia

Momentos-chave da arqueologia em Angola, do início da disciplina em 1936 ao programa digital actual.

1936
Início da arqueologia

Início da arqueologia em Angola: primeiros trabalhos arqueológicos realizados no território angolano.

1973–1976
Museu de Benguela

Criação do Museu Nacional de Arqueologia de Benguela por L. J. M. Pais Pinto.

1980
Arqueologia Angolana

Carlos Ervedosa publica a obra Arqueologia Angolana, a primeira grande sistematização dedicada à arqueologia de Angola e a inspiração que dá nome a esta plataforma.

1994
Dungo 4

Primeiras escavações extensivas em Dungo 4 (300 m²).

2017
Mbanza-Kongo · UNESCO

Classificação de Mbanza-Kongo, capital do Reino do Kongo, como Património Mundial da UNESCO.

2018
MNARQ

Maria-Helena Benjamim assume a direcção do Museu Nacional de Arqueologia de Benguela.

2023
Missão Franco-Angolana

Início das escavações da Missão Pré-Histórica Franco-Angolana e da Escola de Campo de Ndalambiri, com formação de estudantes angolanos.

2024
DigArq

Início do projeto de digitalização e acessibilidade ao património arqueológico de Angola, DigArq.

2026
Plataforma digital

Seminário de Imersão em Arqueologia e Museologia no MNARQ e lançamento da plataforma digital Arqueologia Angolana no âmbito do DIGARQ-2.

Valores

A Arqueologia Angolana assenta em valores que orientam a sua missão científica, educativa e social.

01
Valor

Preservar

Compromisso com a preservação do património, promovendo a documentação, conservação e valorização dos acervos arqueológicos e da memória histórica associada a cada peça, sítio e investigação.

02
Valor

Acesso aberto

Tornar a informação arqueológica disponível e compreensível para diferentes públicos, contribuindo para a democratização do conhecimento e para o fortalecimento da educação patrimonial em Angola.

03
Valor

Colaborar

O conhecimento arqueológico é construído por muitas pessoas, instituições, comunidades e gerações de investigadores. Promovemos redes de cooperação, partilha de informação e valorização dos contributos individuais e colectivos.

04
Valor

Memória e inclusão

Ao homenagear os pioneiros e todos aqueles que contribuíram para as ciências do património em Angola, assumimos o compromisso de continuar esse legado, tornando o património arqueológico mais visível, acessível e significativo.